LFN LANÇA PROGRAMA DE CERTIFICAÇÃO DE CANDIDATOS CONSERVADORES
Iniciativa é inédita no Brasil, e pretende oferecer ao eleitor uma referência sobre candidatos ao Legislativo que assumem compromissos com princípios gerais do chamado “senso comum”.
A Liga Federalista Nacional (LFN) colocou em funcionamento o Programa FERAS — Candidatos Conservadores Autenticados, iniciativa destinada a analisar e certificar candidatos ao Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas que voluntariamente desejem submeter suas posições e compromissos a uma avaliação segundo critérios previamente estabelecidos.
O projeto foi concebido por Thomas Korontai, fundador e coordenador-geral da Liga, que atualmente está licenciado da função durante o período eleitoral, em razão de sua candidatura a deputado federal pelo Paraná. Durante a licença, a coordenação da LFN está a cargo de Cláudio Freitas, engenheiro mecânico e consultor, de São Leopoldo (RS), também um dos fundadores da Liga.
O Conselho de Ética e Curadoria (CEC), responsável pela análise e certificação, já está formado por seis integrantes. Segundo a Liga, o Programa está pronto para receber os candidatos interessados, com previsão de conclusão das análises em até 72 horas, observados os procedimentos estabelecidos pelo Conselho.
A avaliação considera principalmente posições, declarações e pronunciamentos públicos dos candidatos, inclusive em suas redes sociais, buscando verificar sua coerência com os princípios que caracterizam a proposta conservadora adotada pelo Programa. Já existem alguns candidatos inscritos, e que estão com a decisão sobrestada, pois as respectivas candidaturas ainda dependem de julgamento e aprovação do TRE. Até mesmo o próprio criador do Programa, que é candidato, está com sua inscrição aguardando definição do TRE/PR,
Como referência para essa análise, a Liga elaborou a Carta Temática pela Vida, Prosperidade e Ordem, composta por 21 temas e princípios. O candidato deve manifestar concordância com a Carta ou com a maioria de seus itens. Eventuais discordâncias deverão ser apresentadas e justificadas de forma fundamentada, cabendo ao CEC avaliar as ressalvas.
Os candidatos aprovados serão identificados como Candidatos FERA — Conservadores Autenticados e deverão ser disponibilizados em uma relação organizada por Estado, permitindo ao eleitor conhecer aqueles que passaram pelo processo de certificação.
Liga não indica candidatos
A LFN destaca que não indica nem endossa qualquer candidato certificado pelo Programa FERAS. A regra vale inclusive para Thomas Korontai, que, embora seja o autor do projeto e fundador da Liga, encontra-se licenciado da coordenação justamente durante o período eleitoral.
A certificação é atribuição exclusiva do CEC, órgão autônomo e apartidário. A Liga também se declara
totalmente apartidária, não estabelecendo vínculo entre a certificação e qualquer partido ou candidatura específica.
O site do Programa contém ainda esclarecimentos sobre sua natureza e sua relação com a legislação eleitoral. A Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada para as Eleições 2026 pela Resolução nº 23.755/2026, veda, no art. 29, § 1º, I, a veiculação de propaganda eleitoral na internet em sítios ou perfis de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, em consonância com o art. 57-C, § 1º, I, da Lei nº 9.504/1997. (Justiça Eleitoral)
Segundo a LFN, o Programa FERAS não se constitui em estrutura de campanha: não pede votos, não indica candidatos, não financia candidaturas, não contrata propaganda eleitoral nem realiza impulsionamento em favor de candidatos. Sua finalidade é oferecer uma referência pública decorrente de um processo de certificação, deixando ao eleitor a decisão sobre seu voto. Trata-se de uma iniciativa inédita no Brasil, e acredita-se que será uma ótima “ferramenta” de organização dos segmentos de centro, liberal e conservador, também chamado de direita.
“O eleitor é quem escolherá”
Para o coordenador em exercício da LFN, Cláudio Freitas, a iniciativa pretende prestar um serviço ao eleitorado.
“A Liga quer prestar um serviço ao eleitorado conservador e mesmo de centro, e até de centro-esquerda, de maneira a aproximar eleitores e candidatos desses espectros ideológicos. Será o eleitor quem escolherá em quem votará.”
Freitas observa que o modelo também poderia ser utilizado por outros segmentos políticos.
“A esquerda e a extrema esquerda estão livres para copiar o programa conceitualmente e qualificar seus candidatos. Até porque, entre os conservadores e de centro, inclusive muitos de centro-esquerda, não serão encontrados candidatos que aceitem o socialismo.”
A Liga informa ainda que o trabalho do CEC não se encerrará com as eleições. Após o pleito, o Conselho deverá analisar, segundo os mesmos princípios e critérios, os interessados em se associar à Liga Federalista Nacional. A Liga Federalista Nacional, entidade civil em formação, tem entre seus objetivos a difusão do federalismo pleno, a realização de estudos de política em nível popular e a atuação como interface entre a sociedade e o Poder Público, inclusive mediante a apresentação de ideias legislativas e projetos de lei completos sobre temas de interesse nacional.Mais informações, acesso ao público e aos candidatos estão disponíveis em LFN.ORG.BR.




